sábado, 8 de janeiro de 2011

QUIXABA QUIMERICA




QUIXABA QUIMÉRICA

Um dia, um dia,
tornei-me pedregulho puro !
mergulhada no abstrato
mundo azul.

A sensibilidade se escondeu
tentando brincar com a pele fina,
não senti atrito
junto aos corações dos outros.

Só a natureza pura
vinha-me a mente,
fez-me refletir a alma,
alimentando meu pensamento,
purificando a carne.

Vi o entardecer chegar
entrando de porta a dentro,
curtindo a liberdade rara
escondida em mim.

Dormi no entardecer,
acordei !
concordei em abraçar estrelas.

Viajei no clarão da lua
que explodia misteriosamente do fundo do mar,
enfeitando a areia branca!
refletindo no bailar das ondas,
irradiante constelações de estrelas,
caminhando sem fim
em busca de um encontro transcendental.

Vi aguas transparentes jorrarem
na superfície da terra virgem,
admirei essa menina serena
nascida de um fino pincel romântico.

Naveguei,
voei sugando o infinito,
perdendo a visão no horizonte,
um dia, um dia...

12/04/1983

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