domingo, 9 de janeiro de 2011

EU SOU




















EU SOU

Sou aquela que se refaz na noite
em buca do amanhecer.
Sou aquela que não esconde o que sente
e diz o que faz.
Sou a tristeza que conhece a alegria
e fica feliz.
Sou uma saudade que ficou
e não voltou.
Sou uma mulher que muito ama
e muita coisa fica.
Sou aquela que se embala na rêde
olhando a lua apontar
sentindo no entardecer
a felicidade chegar.
Sou a que denga o amor menino
e se sente mulher.
Sou amante da natureza, do amor e do mar.
sou aquela que nasceu pra amar e sonhar,
querendo o céu com um luar estrelado para amar,
dormir numa casinha de palha sentindo a noite voltar.
Sou aquela que se enfurece quando se sente tocada.
Sou aquela que foge da solidão
e não tem medo de assombração.


ASTRO




ASTRO

Sou o vazio da noite
querendo chegar.
És uma procura de ondas
querendo voltar.
È na vida um nada
se encontrando.
Somos enigma
na vida da construção.
Sois infinitos
de interrogações.
São variáveis de astros
na constelação.

05.11.1981

CEIA

CEIA

Somos astros
no meio do infinito
que se chama amor.

As cores do arco-íris
escutam um espetáculo vivo
do amor real.

A ceia está pronta,
vamos beber d´agua cristalina
dos sentimentos
que colhemos dia a dia...

Saboreando a construção da vida,
o sonho continua
e o amor se embriaga
com o querer sentido.

CISMA

CISMA

As horas
tecem os fios dos acontecimentos,
perde-se a noção do tempo
e ninguém percebe,

Agora um fruto
com sabor de mel
que nada custa
é só querer.

Noite, noite...
calma com som de paixão,
embala sentimentos,
é chegando e querendo.

Dentro desse espaço
queremos olhar o ceú
na cisma dos sonhos
que acalentamos.

LUA NOVA

LUA NOVA

A noite vem,
Escuto a liberdade
Reluzindo a vida,
Assistindo corpos
listrados de carinhos,
Alvejando lençois
Tentando agrupar as fantásias,
E a lua surge!
Clara.
O canto acompanha
Carinhos lentamente.
E a lua?
É lua nova!
Discreta clareando ninhos,
Enrola sentimentos,
É amor e lua,
A noite senta calmamente
E o gozo escorre.
A lua rir !
É lua nova.

sábado, 8 de janeiro de 2011

QUIXABA QUIMERICA




QUIXABA QUIMÉRICA

Um dia, um dia,
tornei-me pedregulho puro !
mergulhada no abstrato mundo azul.

A sensibilidade se escondeu
tentando brincar com a pele fina,
não senti atrito
junto aos corações dos outros.

Só a natureza pura me vinha à mente,
fez-me refletir a alma,
alimentando meu pensamento,
purificando a carne.

Vi o entardecer chegar
entrando de porta à dentro,
curtindo a liberdade rara
escondida em mim.

Dormi no entardecer,
acordei !
concordei em abraçar estrelas.

Viajei no clarão da lua
que explodia misteriosamente do fundo do mar,
enfeitando a areia branca!
refletindo o bailar das ondas,
irradiante constelações de estrelas,
caminhando sem fim
em busca de um encontro transcendental.

Vi águas  transparentes jorrarem
na superfície da terra virgem,
admirei essa menina serena
nascida de um fino pincel romântico.

Naveguei,
voei sugando o infinito,
perdendo a visão no horizonte,
um dia, um dia...

12/04/1983

BRISA DO FINAL DA TARDE

BRISA DE FINAL DA TARDE
(Etinha)

Se tivesse um amor passaria os problemas
como se fosse brisa de final da tarde,
meu coração ta despedaçado,
tudo vem com força de vendaval.

Nem sei se resta nada
nos dias que viram,
torno tudo isso em palavras
que me alivia.

Para aliviar a dor
de quem vier a sentir,
pelo menos vão saber
que não foram únicos.

Ta soando poesia
porque vem bem dentro
como ferida sangrando,
sinto tudo que falo.

Na minha vida,
tudo é intenso,
o bom e o ruim
vem com força maior .